Ir. Luis Felipe,SDV recebeu o ministério do Leitorato em Riachão do Jacuípe-BA

MINISTÉRIO DO LEITORADO

Faz-se necessário expor a breve colocação do que é o ministério do leitorato, desde quando é conferido, quais os candidatos que podem receber este ministério e quais são as suas funções e o seu compromisso dentro da Igreja.            

A Igreja para uma maior vivência da fé desde tempos antiquíssimos oferece a seus fieis ministérios instituídos, para que cada um possa render culto com o seu serviço e o louvor a Deus na sua comunidade, e através dela na Igreja. Estes ministérios são oferecidos, não somente aos candidatos à ordem sacerdotal, mas também a qualquer lego idôneo, ou seja, com certas características necessárias, para receber estes ministérios; porém, para quem pretende receber o ministério ordenado converte-se em um pré-requisito, antes de receber o primeiro grau da Ordem[1]. Todavia, na prática não é executado dessa forma, ainda é tido como algo particular e especial para os candidatos à ordem sacerdotal.

Entre os ministérios que eram oferecidos temos: ostiariado, o leitorado, o exorcistado e o acolitado, conhecidos como ordens menores e que eram reservados só para os candidatos à ordem sacerdotal. No entanto, sua santidade Paulo VI, seguindo os enunciados do Vaticano II e buscando adaptar-se as necessidades atuais, mediante a carta apostólica em forma de Motu prorprio MISTERIA QUAEDAM de 1972, acho por bem serem mantidos o leitorado e o acolitado; entretanto, “os ministérios acima referidos já não sejam chamados, doravante, ordens menores, e que a sua colação não se chame «ordenação», mas «instituição»”[2]. E ao mesmo tempo dispô-los para todos os fiéis que queiram recebê-los para contribuírem com maior compromisso na evangelização e levar a mensagem para todos, que têm necessidade e disponibilidade de ouvir a Palavra de Deus.

Assim seguindo as diretrizes do Concilio Vaticano II, sua santidade, o Papa Paulo VI faz suas as palavras promulgadas na constituição Sacrosanctum concilium e expressa que cada membro da Igreja possa cumprir e desenvolver a sua função, quando diz: “nas celebrações litúrgicas, se limite cada um, ministro ou simples fiel, ao desempenhar a sua função, a fazer tudo e só o que lhe compete, segundo a natureza do rito e as normas litúrgicas[3]

O ministério do leitorado que me foi confiado pela Igreja, após ter feito livremente o pedido e ser aprovado pela autoridade competente, neste caso, o Governo Provincial, tem as seguintes funções:

“de ler a palavra de Deus nas assembleias litúrgicas –com excepção, porém, do Evangelho–  (…) na falta do salmista, será ele a recitar o salmo entre as leituras; quando não houver diácono ou cantor, será ele a enunciar as intenções da oração universal; a dirigir o canto e a orientar a participação do povo fiel; a preparar os fiéis para a recepção digna dos Sacramentos. Poderá, além disso, na medida em que for necessário, ocupar-se da preparação de outros fiéis que, por encargo temporário, devam ler a Sagrada Escritura nas ações litúrgicas[4].

Como o próprio Cristo falou, “ninguém pode dar aquilo que não possui”, por isso seguindo o conselho de São Jerônimo, que nos fala que: “desconhecer as Escrituras é Desconhecer o Próprio Cristo”, por isso, quem recebemos o ministério do leitorado é conveniente termos presente o que sua santidade determinou na sua carta apostólica Misteria Quaedam : “Para poder desempenhar-se destas funções, cada vez com maior aptidão e perfeição, procure meditar com assiduidade a Sagrada Escritura”[5].

Por tanto o ministério do leitorato está a serviço do povo e deve ser oferecido para qualquer leigo idôneo; pois, pelo fato de sermos irmãos porque somos filhos do mesmo Pai, então, com os mesmos direitos, por isso deve-se convidar a todos para se formarem, e quem se identifique e tenha a disponibilidade receba o ministério. Porem, não esqueça que o ministério não é só um direito para os fieis, senão ainda um dever de seguir o mandamento do nosso Senhor de “ir por todo o mundo e anunciar o evangelho”. Por isso, peço a todos meus irmãos oração para que possa exercer com responsabilidade e humildade este ministério que me foi entregue. E ao mesmo tempo sou grato por me haver concedido o mesmo.

[1] Cf. PAULO VI, Carta apostólica em forma de Motu prorprio MISTERIA QUAEDAM, disponível em:http://www.liturgia.pt/pontificais/Leitores_Acolitos.pdf ascessado em 26/07/2015.

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